Um blog do Travellerspoint

Viena - Krems - Dürnstein - Melk - Fuschl am See (parte II)

Décimo quarto dia (17.05.09, domingo)

Bem ao lado de Krems, menos de 10 km adiante seguindo a curva do rio, fica Dürnstein, mais uma minúscula cidadezinha medieval, surgida entre o Danúbio e as montanhas, rodeada por uma muralha ainda bem preservada, que parece vigiada do alto pelas ruínas de um castelo onde esteve preso no século XII o rei inglês Ricardo Coração de Leão.
Logo na entrada da cidade, os vinhedos fazem a festa dos fotógrafos de plantão:

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Pra quem aprecia, parece que o vinho de lá é bem gostosinho. A dica é prová-lo numa das muitas tavernas locais:

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Aqui a estrutura de turismo é razoável: uma boa área de estacionamento, restaurantes, cafés, pequenos hotéis...

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... lojinhas de artesanato vendendo de licores e geleias até essas armaduras de brinquedo que deixam a criançada enlouquecida:

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São bem comuns os cruzeiros desde Viena, passando por essa região. Parece que Dürnstein é a primeira parada dos barcos e existe um pequeno píer que recebe os turistas, bem abaixo de outra atração: a igrejinha azul e branca que ilustra os cartões postais do lugar, a Stiftskirche:

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A subida até o castelo dura uns 30 minutos:

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As trilhas são muito bem sinalizadas e limpas. Muitas famílias levam suas crianças até lá e as vistas tanto do rio quanto de todo o Vale do Wachau fazem valer qualquer esforço:

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Não se assuste se encontrar criancinhas austríacas de dois ou três anos correndo com as suas bochechas rosadas por ruínas tão íngremes que tenham te feito pensar duas vezes antes de subi-las. Elas estarão por lá, tanto quanto os bebês ainda mais fofinhos acomodados nas mochilas levadas pelas suas mães.

Na descida, vale mais uma rodada pelos mirantes antes de pegar a estrada para Melk:

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Publicado por wbelisario 14:21 Arquivado em Áustria Tagged dürnstein wachau_valley vale_do_wachau duernstein ricardo_coração_de_leão stiftskirche richard_löwenherz Comentários (0)

Viena - Krems - Dürnstein - Melk - Fuschl am See (parte I)

Décimo quarto dia (17.05.09, domingo)

Esse foi o início da parte mais difícil e mais fácil de planejar e também do que seria um dos passeios mais bonitos que faríamos. A idéia era cruzar o interior da Áustria desde Viena até a região de Salzkammergut, a região dos lagos austríacos, nas redondezas de Salzburg. Atravessaríamos todo o Vale do Danúbio, num daqueles dias em que o caminho já é o grande barato da viagem.
Difícil porque no Brasil há pouquíssima coisa escrita sobre turismo no interior da Áustria. Salvo algumas reportagens sobre a capital e, com muito menos frequência, algum escrito sobre Salzburg, não sobra quase nada. Os guias de viagem também são pouquíssimos e nenhum em português.
E fácil, por outro lado, graças a dois socorros providenciais que eu encontrei.
Primeiro, uma reportagem incrível na National Geographic Traveler (excelente revista para quem quer viajar pelo interior da Europa), que falava exatamente desse trecho. Em seguida, o auxílio providencial do Mario Abreu, amigo que encontrei na comunidade “Dicas Imperdíveis de Viagem”, do Orkut (outra fonte absurda de informações de viagem), que trabalha guiando grupos e famílias por essa e por outras regiões européias há muito tempo e que foi extremamente generoso, me indicando hospedagem, passeios, roteiros e tudo o mais que eu precisasse, sem poupar gentileza e nem cobrar nada por isso.
Pronto... tudo na cabeça, carro alugado e GPS programado, saímos de Viena ainda bem cedo, pra podermos curtir o trajeto, parando onde melhor nos parecesse.
As estradas austríacas são perfeitas e o trajeto seguindo o Danúbio realmente vale a pena. É uma sucessão de igrejinhas...

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... vinhedos, castelos e cidadezinhas que parecem saídas de algum conto de fadas:

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Nossa primeira parada foi em Krems, há apenas uns 80 km da capital, numa curva do rio que recebe o nome de Vale do Wachau.
Vale descer do carro, dar uma volta por sua ruelas medievais...

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... dar uma espiada nos seus portões de pedra, provar o licor de damasco fresco típico da região, o Bailoni...

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entrar na igreja barroca de St. Veit para uma oração e impressionar-se com a Coluna da Santíssima Trindade:

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De lá, estrada para Dürnstein, logo adiante.

Publicado por wbelisario 16:25 Arquivado em Áustria Tagged krems wachau_valley bailoni wachau dreifalt_säule coluna_da_santíssima_trindade vale_do_wachau igreja_de_st_veit vale_do_danubio donau_valley st_veit_church Comentários (0)

Viena

Décimo terceiro dia (16.05.09, sábado)

Hoje, escolhemos passar a manhã no Palácio de Schönbrunn...

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O palácio e seus jardins são reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Aqui morou Dona Leopoldina, até a data do seu casamento com o nosso D. Pedro I. A residência também acolheu Napoleão enquanto os franceses ocuparam Viena no início do século 19 e chegou a abrigar 1500 moradores na corte de Maria Teresa.

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Aqui também foi onde Mozart se apresentou para Maria Teresa e a nobreza, aos seis anos de idade. Encerrado o concerto, todos encantados, o menino pulou no colo da imperatriz e deu-lhe um beijo no rosto. A história correu o mundo, o músico fez fama e acabou se tornando mais um rosto onipresente não apenas no palácio como em toda a Áustria, até os dias de hoje.
O lugar, atualmente, é mais conhecido como o palácio da Sissi, a imperatriz que casou-se por amor num tempo em que isso era quase impossível e que está para a Áustria como Maria Antonieta está para a França. As duas se tornaram verdadeiros ícones pops em seus países e Sissi (Elizabeth), também está retratada em todo tipo de souvenir.
A memória mais viva da imperatriz talvez se deva à trilogia dos filmes de Hollywood (“Sissi”, “Sissi, a imperatriz” e “Sissi e seu destino”). E o sucesso dos filmes talvez esteja associado às semelhanças entre personagem e atriz: ambas, belíssimas, viveram histórias de profunda depressão após a morte trágica de seus filhos. O de Sissi suicidou-se aos 31 anos e o de Romy, ao pular o portão de uma casa de férias, foi perfurado pelas grades e morreu com 14 anos.
Sobre Sissi, há quem fale ainda em anorexia e extrema infelicidade no casamento, além de um imenso carisma junto aos seus súditos e o envolvimento em causas humanitárias, trazendo a inevitável comparação com a princesa Diana.
O palácio vale a visita e tem mais cara de casa do que Versailles. Aqui se identificam, mais claramente, traços de um lar, onde de fato viveu uma família. Os quartos têm mais cara de quartos, as salas de jantar têm mais cara de salas de jantar e até os banheiros, de fato, parecem banheiros. Isso sem falar no tamanho do palácio, muito menor do que o "primo" francês, permitindo uma visita menos cansativa e nem por isso menos interessante. Os jardins são lindos e contam com um zoológico (o mais antigo da Europa?), um labirinto, a fonte que dá nome a Schönbrunn (bela fonte) e, bem atrás, num nível mais elevado do terreno, a Gloriette, em frente ao espelho d’água...

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... de onde se tem uma bela vista não apenas do palácio, como de toda a cidade:

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Encerrada a visita, almocinho romântico no restaurante do palácio mesmo...

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A tarde foi dedicada a um passeião meio geral pela cidade: Secession Building...

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Ópera...

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a estátua do Mozart no Burggarten...

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Hofburg, o palácio imperial onde nasceu Maria Antonieta e que abriga ainda a Escola Nacional de Equitação, vários museus, a Burgkapelle, onde se apresentam os meninos cantores de Viena e a Biblioteca Nacional Austríaca...

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e, finalmente, o Parlamento:

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À noite, pra encerrar a visita, fomos a um espetáculo numa das salas do Hofburg:

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Obrigado por tudo, Viena. Foi um prazer.

Publicado por wbelisario 12:35 Comentários (0)

Chegando em Vienna

DÉCIMO SEGUNDO DIA (15.05.09, SEXTA-FEIRA)

Saímos de Amsterdan às 9:15 h, voando pela Sky Europe e chegamos no aeroporto de Viena às 11:10 h.
Pesquisando um pouco antes da viagem, descobri algumas informações importantes.
A melhor referência é o "Ring", ou a "Ringstrasse". É, como o nome diz, um "anel" que circula a cidade antiga, dentro do qual estão quase todas as atrações. Dizem até que um bom passeio é pegar o bonde nº 1, que faz esse trajeto, descendo e subindo onde mais interessar.
Outra coisa bacana de saber é o seguinte: Viena, como São Paulo, é uma cidade de negócios, o que significa bons descontos na rede hoteleira para diárias de sexta-feira a domingo, especialmente para os hotéis mais bem localizados (dentro do Ring).
Dito isso, nesse esquema de um belo desconto, nos hospedamos no Vienna Marriot Hotel, bem central, em frente ao Parque Municipal, o Stadtpark, a uma caminhada de 10 minutos do Ópera e da Catedral de Santo Estevão.
Já na chegada, choque cultural: pegamos o metrô do aeroporto até o Stadtpark, descemos carregados de malas e avistamos o nosso hotel bem na hora em que o sinal fechou para os carros. Estávamos a uns 5 metros da faixa de pedestres e sequer havia carros parados. Ok... vamos lá. Quando pusemos os pés na rua, vergonha total. Um grupo de uns oito ou dez adolescentes que cruzavam a rua rigorosamente em cima da faixa interrompeu sua conversa e nos olhou fixamente, impressionados, como se fôssemos verdadeiros ETs - sim, porque só mesmo ETs cruzariam a rua fora da faixa! Então, fica a dica: em Viena, faça como os vienenses. Não atravesse fora da faixa, nem pense em avançar sinais, não pise na grama, não fure filas, não se atrase, bom dia, boa tarde, boa noite, por favor e muito obrigado. Um pouco de civilidade não faz mal a ninguém. Afinal, você está na Áustria.
Check in feito, saímos para dar uma volta e comer alguma coisa.
Voltamos ao Stadtpark...

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... onde eu procurava por uma das imagens mais conhecidas e simpáticas da cidade, a estátua de Johann Strauss:

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Comemos um schnitzel num restaurante típico a caminho da Catedral de Santo Estevão e seguimos para lá:

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A praça da igreja é super movimentada, cheia de cafés e gente transitando pelas ruas que a cruzam. Lá você também vai encontrar duas coisas bem típicas: as carruagens para passeios com os turistas e uma galera com trajes de época vendendo tickets para os muitos concertos que acontecem nas óperas, nas casas de música ou mesmo nas igrejas de Viena. Dispensamos as carruagens e optamos pelo concerto. Engraçada foi a reação da vendedora quando dissemos ser do Rio de Janeiro. "E o que estão fazendo por aqui, nesse frio? São loucos?"... besteira. Viena é linda, super vale a visita e em maio o frio não chega a incomodar, dando um certo charme à cidade. Além disso, gosto muito de andar por cidades que têm uma marca própria. Viena é assim. Tem cara de imperial. As construções, as paredes largas, as cores, a luz, as ruas de paralelepípedos, as roupas. Tudo te mostra que você está num lugar diferente.
Voltamos pra curtir um pouquinho do hotel e descobrimos outra curiosidade: as pessoas fazem sauna nuas. Tudo junto e misturado. Homens e mulheres, sem nenhum olhar de curiosidade ou de reprovação. Me recuso a contar a forma inusitada como fiz essa descoberta. E também não descreveria os detalhes anatômicos da senhorinha ou do tiozinho que encontrei na sauna do hotel... nada que um mergulho na piscina e um abraço da esposa não ajude a superar ;) Pelo menos consegui evitar que a Sarah tivesse a mesma surpresa.

Publicado por wbelisario 3:31 Arquivado em Áustria Tagged vienna stadtpark viena st_stephansdom catedral_de_santo_estevão johann_strauss_monument Comentários (0)

Amsterdan - Keukenhof - Zaanse Schans – Amsterdan

Décimo primeiro dia (14.05.09, quinta-feira)

Dia de day trip!
Alugamos esse Smart aí da foto (além de nós dois, mal couberam mochila e bolsa)...

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... e, passadas as dificuldades iniciais com um carrinho que parece de brinquedo, pegamos a estrada rumo ao interior. Tudo rápido e bem pertinho de Amsterdan.
Cerca de 40 minutos depois, chegamos ao Parque de Keukenhof, nos arredores da cidade de Lisse.
O parque é um conjunto de jardins...

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... que só abre durante um ou dois meses por ano, durante a primavera e é o lugar certo pra quem veio à Holanda ver flores:

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Elas estão por toda parte e certamente encherão o seu álbum de lindas fotografias:

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O parque é grandinho, mas pode perfeitamente ser percorrido numa manhã ou tarde. Toma-se um chocolate quente...

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... namora-se um pouquinho...

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Pra quem gosta, há uma mini fazenda, um labirinto de plantas, fontes, lojas e refeitório. E as flores, que estão por todos os lados.

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De lá, seguimos para Zaanse Schan, onde estão os esperados e fotogênicos moinhos:

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Na verdade, trata-se de uma vilinha onde estão preservados diversos moinhos ainda em atividade, e algumas casinhas que vivem em função dos turistas...

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... vendendo souvenirs, queijos, tamancos e até diamantes.

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Se não sobrar tempo pra mais nada, vá à fábrica de queijos e prove todos! São muitos e maravilhosos, servidos para degustação com mostarda ou geléias:

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Publicado por wbelisario 12:01 Comentários (0)

Amsterdan

Décimo dia (13.05.09, quarta-feira)

No segundo dia em Amsterdan, acordamos cedo e fomos direto à Casa da Anne Frank:

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Ouvi falar em longas filas, mas não sei se por estarmos em maio ou pelo horário ainda cedo, não as encontramos e fizemos um passeio bem tranquilo, sem ninguém nos incomodando.
A casa hoje é um museu, que traz relatos de pessoas que conviveram com Anne antes e durante a guerra, no esconderijo e mesmo nos campos de concentração de Auschwitz e Bergen-Belsen. Especialmente comoventes são os relatos de Miep Gies, que levava comida, livros e informações do mundo a Anne e ao grupo que com ela se escondia no "anexo secreto" e de Otto Frank, pai de Anne e único sobrevivente do grupo, que escondeu o diário, o fez publicar depois da guerra e esteve à frente da criação do museu/fundação.
Chama a atenção o frio que se sente na casa (e invariavelmente invade o coração de quem visita o lugar) e o ranger do chão, capaz de apavorar qualquer visitante que se imagine naquele lugar à época da guerra, tentando evitar que os vizinhos de baixo o descubram e denunciem.
Um detalhe: invadida a casa pelos nazistas, tudo que ali estava foi roubado. Depois da guerra, muito se recuperou. Mas por escolha do próprio Otto, o quarto de Anne permanece vazio, num simbolismo que, como tudo naquele lugar, nos faz refletir.
Ao final da visita, cafezinho no próprio museu...

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... e voltinha pelas redondezas, pra ver a Westerkerk...

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... a igreja pertinho da casa da Anne, que ouvia os seus sinos durante o tempo passado no "anexo secreto". Aqui estão os restos mortais do Rembrandt. E bem do lado da igreja fica a estátua da menina:

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De lá, almoço na região do Grachtengordel:

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Entre restaurantes gregos, italianos e até um brasileiro, decidimos seguir a sugestão do Guia Publifolha e experimentar a comida indonésia. Explica-se: a Indonésia foi colônia da Holanda e a culinária é tida como um dos maiores legados dos colonizados. A experiência foi válida, mas não das melhores. O cardápio estava em indonésio, com tradução para o holandês (?!?) e os garçons, indonésios, falavam inglês quase por mímica. Muita pimenta, frutos do mar (que até hoje em não sei bem quais eram), curry, frango... tudojuntoemisturado.

Por falar na língua, olha só que molezinha:

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Devidamente abastecidos, seguimos para o Bloemenmarkt, o mercado flutuante de flores...

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... que, além das tulipas, vende outras lembrancinhas típicas:

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Fechamos o dia no Museu Van Gogh...

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... bem bacana. Além de Van Gogh ser uma figura onipresente na cidade, o museu é relativamente pequeno e quase que inteiramente dedicado ao pintor. Impossível não aprender um pouco da sua história e da sua arte.
Por fim, voltando ao hotel, não pudemos deixar de passar pelo "Red Light District", ou Bairro da Luz Vermelha. É lá que se encontra a Amsterdan das mulheres semi-nuas nas vitrines. Quem nunca esteve lá talvez se assuste com o relato, mas, acreditem, vale como um passeio quase antropológico. São ruas e mais ruas pelas quais se espalham as prostitutas (na Holanda, uma profissão regulamentada e devidamente autorizada), de todos os tipos, cores, tamanhos e idades. Mas não existe uma oferta agressiva. Elas não vão te incomodar se você não quiser ser incomodado. Ficam nas portas das casas ou nas vitrines, contornadas de neon. Não se pode fotografar. Quem quiser, bate nas tais vitrines, negocia o que há de ser negociado e, se for o caso, entra ali mesmo, abaixa a cortina e resolve o que há de ser resolvido. No meio disso tudo, passeiam turistas também de todos os tipos e nacionalidades. Lembro-me ainda de um casal de velhinhos que, de mãos dadas, observava tudo como se estivesse num grande museu a céu aberto.
Essa é Amsterdan. Cada um na sua e ninguém se incomoda. Em termos religiosos, políticos ou sexuais: cada um sabe de si e faz suas escolhas.

Publicado por wbelisario 11:58 Arquivado em Holanda Tagged amsterdan Comentários (0)

Chegando em Amsterdan

Nono dia (terça-feira, 12.05.09)

Amsterdan, lá vamos nós!
Deixamos Londres num vôo da British Airways, saindo do aeroporto de Gatwick às 9:20 h e chegando no aeroporto de Schiphol às 11:35 h.
De lá, o metrô nos deixou na Estação Central, literalmente colado ao Hotel Ibis Amsterdan Centre (Stationsplein 49).
Chegamos na cidade numa manhã de sol e fomos recebidos por uma funcionária super atenciosa no hotel, que era apaixonada pelo Brasil, fazia aulas de capoeira e português e nos deu um upgrade pra um quarto maior, num andar mais alto e com vista pro rio :)
Apavorados com o preço do café no hotel (30 euros por pessoa!!!), resolvemos antecipar o almoço e escolhemos um restaurante argentino bem em frente à Beurs van Berlage (Bolsa de Valores), onde conseguimos encontrar comida reconhecível, por um preço razoável, no meio do caminho entre o hotel e a praça Dam.
De lá, passeinho pelas redondezas:

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Sorria, você está na Holanda!
Amsterdan é uma cidade que não se deixa confundir: você não está no seu país. Aquelas pessoas não são brasileiras, aquele visual não é da sua cidade... E por isso mesmo, ao menos numa viagem de alguns dias, é um lugar encantador. A cidade tem uma identidade visual muito própria. É uma capital pequena, fácil de ser percorrida a pé ou de barco, cheia de canais, com predinhos bem estreitos de três ou quatro andares debruçados sobre eles, todos em tons de verde, marrom ou preto. Não raro, no primeiro andar funciona algum comércio ou serviço. E curiosas também são as casas barco, que têm endereço fixo, pagam imposto e estão, muitas delas, disponíveis para locação de temporada. Tipo essa aí, atrás de mim:

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Bicicletas são tão comuns como os pedestres e são absolutamente respeitadas, com faixas e sinais de trânsito próprios. Por mais de uma vez, vimos bicicletas com uma espécie de caixote na frente, onde seis ou oito criancinhas loiras e educadamente acomodadas eram levadas para alguma creche. E a cidade, ao contrário do que se pode pensar, não é um antro de doidões. O cheiro de maconha, de fato, se espalha por algumas ruas do centro. Mas a droga só pode ser consumida em pequenas quantidades e em locais pré-estabelecidos (os "brown" coffeeshops). Drogas mais pesadas são absolutamente proibidas e a fiscalização é bem severa. Chegamos a ver um cara levando uma dura da polícia em busca de heroína.
Postas as coisas nos seus devidos lugares, divirta-se: a cidade é linda e cheia de atrações.
Ainda naquela primeira tarde, resolvemos comprar um bilhete de barco, tipo "hop-on/hop-off", que permite embarques e desembarques ao longo do dia, em cada uma das paradas. Tudo a ver com a cidade, além de oferecer uma visão diferente das "ruas".

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Descemos em frente ao Rijksmuseum (ou museu da rainha)...

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... mas resolvemos não entrar. Com poucos dias na cidade, optamos por apenas um museu, que não era aquele. Além disso, em Amsterdan, você tem muito mais vontade de andar sem rumo pelas ruas e canais do que entrar em museus ou galerias.
Contornando, chegamos até a Museumplein - ao fundo a Concertgebouw, que dizem ser uma das três melhores salas de concerto do mundo:

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Ali pertinho também fica o Museu Van Gogh, que visitaríamos no dia seguinte.
Mais uma voltinha pelas pontes e canais...

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... e descanso, pra recomeçar tudo no dia seguinte.

Publicado por wbelisario 8:09 Arquivado em Holanda Tagged amsterdan Comentários (0)

Londres

Oitavo dia (segunda-feira, 11.05.09)

No último dia, ainda cedo, pegamos o metrô até a estação Baker Street, em Marylebone, próximo ao Regents Park.
Baker Street... alguém adivinha?

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Elementar: Sherlock Holmes Museum! Uma casa que "reconstrói" a casa/escritório do mais famoso detetive do mundo, com direito a tirar foto de lupa na mão e chapéu de Sherlock. E reproduz em imagens de cera algumas cenas dos livros mais famosos de Sir Arthur Conan Doyle (essa parte, confesso que achei um pouco bizarra). Na saída, ursinhos, chocolates, postais e tudo mais que se pode comprar com as referências óbvias da lente e do chapéu. Pra quem se interessar, segue o site.
Vale como um passeio rápido e um bom aquecimento para o imperdível Madame Tussauds, esse sim, imperdível, e ali do lado:

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Antes de ir, pensei que fosse uma bobagem, meio sem graça. Inocência a minha. Mais uma vez, uma mega estrutura, com tudo muito bem cuidado e criado para quase que forçar a sua (paradoxo?) interação com as "estátuas". Os britânicos realmente arrebentam em matéria de produção e entretenimento.

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Saindo de lá, almoço, caminhadinha pelas ruas próximas...

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... e metrô rumo ao British Museum, na afastada Bloomsbury. Entra-se por uma espécie de foyer coberto por uma estrutura de aço e vidro que já vale a visita (pros arquitetos de plantão, obra de Sir Norman Foster):

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Dali, segue-se por umas escadarias, sala após sala, passando por arte antiga egípcia, grega, romana, chinesa, persa e o que mais se quiser ver.

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São tumbas, múmias, vasos, estátuas sem cabeça, sem braços, sem pernas, templos inteiros e outras tantas coisas que talvez estejam mesmo melhor conservadas ali, aos cuidados dos ingleses.

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E pra despedir da cidade, antes de um jantarzinho no bar do hotel, fomos conhecer o Absolut Ice Bar:

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Vale a visita. Entra-se por um bar tradicional meio escondidinho numa ruela próxima à Regent Street. Paga-se um valor que eu não me lembro qual foi, mas que dá direito à entrada no Ice bar e a um drink. Passa-se por uma câmara frigorífica prévia pro corpo ir se ambientando, veste-se essa mega capa azul (acho que tem um sapato especial também) e pronto: chega-se ao bar, onde tudo (exceto o cardápio, de metal) é feito de gelo. O balcão, as mesas, os copos, o chão. Gelo. Tudo gelo. Fotos, drink, papo com outros visitantes e, em menos de 40 minutos (que, por isso mesmo, é o tempo limite de permanência) o corpo pede clemência.
Pronto, Londres. Já fomos apresentados. Beijo, me liga ;)

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Londres

Sétimo dia (domingo, 10.05.09)

Nosso segundo dia de Londres começou cedo.
De novo, metrô pra Westminster: contornando o Parlamento logo se chega à Abadia de Westminster...

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... onde tradicionalmente se coroam e enterram os reis britânicos. Como chegamos em horário de "serviço religioso" e não tínhamos mesmo uma imensa vontade de entrar, demos uma olhada por fora mesmo, fotografamos do pátio, conseguimos encontrar nas esculturas da fachada - alguém sabe explicar por que? - o Martin Luther King ( o terceiro da esquerda para a direita) ...

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... e seguimos, por umas ruas bem bonitinhas...

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... rumo ao Palácio de Buckingham:

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Dispensada a vista "obrigatória" da troca da guarda, demos uma volta por lá, tiramos mais umas fotos...

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... passamos pelo Victoria Memorial...

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... pelo The Mall, fechado ao trânsito...

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... e logo estávamos no St. James Park, um belo passeio pra uma manhã ensolarada de domingo e uma ótima opção pra encontrar o povo local:

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Comemos um cachorro quente muito bom, namoramos um pouco, demos risada dos ingleses espalhados nas (centenas!) cadeiras de praia pegando sol na beira do lago e tomamos o rumo da Trafalgar Square:

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Passada rápida na National Gallery (grátis, como todos os museus nacionais britânicos), logo atrás da praça chegamos ao Soho, um dos bairros mais movimentados e característicos da cidade.
Almocinho excelente em Chinatown:

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"Uma confusão de lojas, cafés e restaurantes, Chinatown é um dos bairros étnicos mais típicos e mais populares. Concentrada ao redor da Gerrard Street, é uma área de não mais do que três ou quatro quarteirões, impregnados dos aromas da cozinha chinesa. Hoje, pouco mais de 60 mil chineses de Londres vivem realmente em Chinatown, que, apesar disso, continua sendo um ponto de encontro da comunidade> lugar de fazer negócios ou as compras semanais, celebrar um casamento ou simplesmente almoçar ou jantar - particularmente nos domingos, quando os restaurantes ficam lotados de famílias chinesas. Muitos londrinos vêm a Chinatown apenas pra comer, já que os restaurantes são adoráveis e baratos. Aqui predomina a comida cantonesa e você dificilmente ficará desapontado, seja qual for o lugar escolhido."
Pro almoço, escolhemos o Mr. Kong (21 Lisle Streeet) e optamos por uma espécie de cardápio do dia, que começava com um pato laqueado que era desfiado na mesa mesmo (quase uma acrobacia do garçom chinoca!) e seguia com uns cinco ou seis pratos diferentes até que a gente não conseguisse mais levantar da mesa. Valeu tanto pelo sabor quanto pelo "conjunto da obra".
Passamos em Leicester Square, onde conseguimos alguma coisa tipo 50% de desconto nos ingressos para os musicais do West End naquela noite. Escolhemos "Priscila, a Rainha do Deserto", que oferecia um preço bacana e nos apresentava um repertório já familiar:

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Antes de voltarmos ao hotel, demos uma volta pela Oxford Street, onde encontramos a loja da Ferrari...

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... e resolvemos pegar o metrô em Piccadily Circus, pra dar uma olhada na confusão de gente que se espalha em volta do cupido que não é cupido e nem Eros:

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PS: retornamos para o musical naquela noite e encontramos um espetáculo excelente, com uma produção incrível, músicas realmente conhecidas e uma platéia bem animada - sem nenhum preconceito, gays de todos os tipos, cores e tamanhos!

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Chegando em Londres

Sexto dia (sábado, 09.05.09)

Depois de Paris, Londres.
Pra mim, um destino bem especial. Fiz aaaanos de inglês na Cultura Inglesa. Além da língua, estudava os costumes britânicos, os parques londrinos, a comida, o governo e todas aquelas histórias sobre a monarquia. Tive professores que moraram lá e sempre achei que Londres teria um pouco de capital do mundo - no que, aliás, eu estava certo!
Também achava que deveria ter algum charme atravessar o Canal da Mancha no Eurostar.
Assim, muito antes de chegar em terras inglesas, reservei as passagens. Hoje, acho que tudo pode ser feito on-line (aqui, o Eurostar, pra esse e outros trechos). Em 2009, não. O site me indicava escritórios credenciados mundo afora para a venda das passagens e a compra do trecho Paris-Londres/Londres-Paris só podia ser feita lá. No Rio, me indicaram a ABS Produtos Turísticos, com a qual não tive qualquer problema. Comprei em dezembro pra viajar em maio. Foi a antecedência suficiente pra pagar a tarifa mais baixa. Os bilhetes eram entregues na hora da compra, eu assinava um livro e tinha que guardá-los, como um título ao portador. Perdeu os bilhetes, perdeu a viagem e não tem mais conversa.
Não os perdi e naquela manhã de maio, então, estávamos nós na Estação Gare du Nord, em Paris, embarcando rumo a Londres. Tudo mega organizado. Conforto nota 10, com a vantagem de embarcar no centro de Paris e cerca de duas horas e quinze depois, desembarcar no centro de Londres.
O desembarque foi - e acho que ainda é - na Estação St. Pancras, que nos recebe com um beijo apaixonado ;)

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Depois de quase uma semana pedindo licença pra falar inglês e tentando acertar o sotaque francês, agora eu estava em casa! Nada como falar e ser entendido "em tempo real", nas terras da Rainha! rs
Na própria estação compramos um bilhete de metrô e, "Mind the Gap!", seguimos até a estação Old Street, a mais próxima do Hoxton Hotel (81 Great Eastern Street).
O hotel merece uma referência especial. Todo novinho, tipo hotel design, com preços justos e promoções incríveis pro padrão londrino, internet free na recepção, um lounge que bomba de gente bonita e boa música depois das 19 h sem incomodar os hóspedes e um restaurante muito bom, também no térreo. Cada andar tem uma cor de iluminação diferente. Quarto com banheiro excelente, chuveiro violento, tv de plasma e serviço de chá, entre outros agrados. Durante a noite, o hóspede encontra uma sacolinha de papel pendurada na maçaneta. Marca nela mesmo o que vai querer de café da manhã (frutas, iogurte...) e, acordando, é só recolhê-la com o café, também na porta.
Pois bem... mais uma vez conseguimos um early check-in e fomos explorar a região próxima ao hotel. Guia e mapa nas mãos, aos poucos íamos identificando algumas imagens conhecidas, como o Lloyd's Building...

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... e um edifício que já é um dos símbolos da cidade, parece um abacaxi e só lá nós descobrimos que se chama Gherkin:

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Mais uns 10 minutinhos de caminhada e já chegávamos às margens do Tâmisa. De um certo ponto, avistávamos a Tower Bridge...

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... e City Hall, sede da prefeitura...

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Também por ali, a Tower of London, que merece a visita!

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Pra quem gosta de história, a Torre foi residência real até o século XVII, e todos os monarcas passam a noite ali antes da sua coroação. Serviu de fortaleza, palácio e palco de execuções. As jóias da coroa britânica também lá estão guardadas, num cofre subterrâneo chamado Casa das Jóias. Entre seus moradores mais ilustres, ali esteve Henrique VIII, o rei que se destacou principalmente pela reforma da Igreja inglesa, quando, desafiando a autoridade do Papa, divorciou-se da primeira mulher, Catarina de Aragão e fundou a igreja Anglicana (sem falar nos seus seis casamentos ?!?).

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Pra gente, o que ficou foi a impressão de um museu (?) mega organizado, com as suas construções muito bem conservadas, que mostra muito da cultura local e que nos valeu pela troca da guarda! Pronto. Vista ali, estaríamos dispensados da muvuca de Buckingham.
De lá, metrô até a estação Westminster pra o encontro que faltava. Subindo as escadas da estação, olhe para trás: o Big Ben, mais londrino impossível, pronto para as fotos, como um velho lord cuidando do Parlamento.

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Pra terminar o dia, cruzamos a ponte e chegamos aos domínios da London Eye:

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Como estávamos em lua de mel e longas filas não estavam nos planos, eu já havia reservado nossas entradas pelo site. Programei para as 20 h, numa "cápsula" especial com direito a "priority boarding" e champagne, por um preço que não quebra ninguém.

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E depois de um dia intenso, descanso merecido! Boa noite, Londres...

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Paris - Versailles - Paris

Quinto dia (sexta-feira, 08.05.09)

No último dia em terras francesas, resolvemos conhecer Versailles.
Pegamos o metrô, trocamos para um RER e cerca de 40 minutos depois, chegávamos à estação do palácio.
Descemos perto de uma pracinha com um Starbucks, seguimos as placas e o fluxo de turistas por algumas ruas, até que avistamos o palácio.
Ônibus, ônibus e mais ônibus parados numa espécie de pátio extra-muros. Mais ao longe, um grande muro pelo qual se misturava uma grade dourada já nos dava uma idéia do que estava por vir.

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Atravessa-se o portão, entra-se num grande pátio e com alguma imaginação já se pode sentir um pouco do que deve ter sido a vida por ali.

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Tudo é superlativo. As construções são gigantescas, os jardins perdem-se de vista, as cores são muito vivas, o dourado é exagerado e as filas são igualmente impressionantes.

Não se pode entrar com mochilas. Escolhe-se um dos diversos tipos de ingressos oferecidos (Para o site oficial do Palácio, clique aqui), pode-se pegar um audio-guia - que você acaba dispensando a partir da 14ª ou 15ª sala - e, mais uma vez, segue-se o fluxo, tentando correr dos grupos guiados que acabam lotando cada sala. Guias barulhentos e bem pouco educados não são infrequentes.

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De novo somos remetidos aos livros de história. Tudo cheira a Maria Antonieta. Ela está nas pinturas, esculturas, nos postais, chocolates, lápis, canetas, bottons e é impossível não identificar locações usadas no filme da Sofia Coppola (ao que parece, o governo francês concedeu à equipe de filmagens uma permissão especial para que rodasse cenas no Palácio e apesar do Salão dos Espelhos estar em restauração na época das filmagens, a diretora conseguiu permissão para rodar no local a cena de baile do casamento entre Maria Antonieta e Luís XVI) - Para saber sobre o filme, clique aqui.

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E por falar em Salão dos Espelhos, onde foi assinado o Tratado de Versalhes ao fim da Primeira Guerra Mundial, olha ele aí:

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Terminada a visita dos interiores do palácio principal, pesseamos pelos jardins, com seus lagos e fontes...

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Pegamos um trenzinho e partimos para visitar o Grand e o Petit Trianon e, a partir dele, os "domínios da Rainha".

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Desde a sua subida ao trono, Luis XVI ofereceu o Petit Trianon à esposa, Maria Antonieta, dizendo: "Vós amais as flores, Senhora, tenho um bouquet a oferecer-vos. É o Trianon."

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Maria Antonieta empreendeu numerosas obras no palácio e no seu domínio, como a construção do seu teatro, do salão de música, do Templo do Amor...

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... e da Aldeia da Rainha, com um lago artificial e onze cabanas...

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... com hortas, pomares, pequenos jardins cercados e um farol.

Na verdade a idéia era manter um refúgio onde Maria Antonieta pudesse se afastar da corte e criar seus herdeiros dentro de um espírito campestre.

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Paris

Quarto dia (quinta-feira, 07.05.09)

De novo um dia preguiçoso, namorando e andando pela cidade sem muito compromisso.

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Antes que eu me esqueça, acho que cabe falar um pouco dos franceses e de quem mais por lá habite.
Seguinte: em momento nenhum fomos discriminados por sermos brasileiros. É claro que a gente não anda pelas ruas gritando e fazendo bobagens. Mas, salvo adolescentes enlouquecidos na Disney, acho que esse já não é mais o perfil do turista brasileiro no exterior.
A cidade é bem multicultural. Estranhamente, pelo menos na nossa impressão, o que vimos foi uma cidade onde diversas culturas convivem ao mesmo tempo, mas sem muita interação. Sem a mistura que acontece aqui no Brasil, por exemplo. Aqui os italianos se misturaram aos portugueses, africanos e japoneses e hoje em dia nem sabemos muito bem quem é quem. Um povo contribui e interfere de maneira muito intensa no estilo de vida do outro. Não lá. Vimos uma quantidade imensa de restaurantes dos mais diversos lugares do mundo: vietnamitas, paquistaneses, indianos... vimos muitos africanos, especialmente aos pés da Sacré-Coeur, e de maneira mais impressionante ainda, muitos árabes e outros tantos povos muçulmanos. O detalhe que nos chamou atenção foi o fato de que toda essa gente parece viver em seus próprios mundos. Preservam, em absoluto, suas culturas. Vestem as suas roupas, comem as suas comidas, preservam as suas religiões e andam com os seus, como se não estivessem na França. Obviamente, ficamos muito pouco tempo por lá e talvez essa interação possa ocorrer de maneira crescente com o passar dos anos. Mas quando estivemos lá, foi assim que nos pareceu.
Voltando aos franceses, foram todos solícitos na medida em que deveriam ser. Não encontrei garçons emburrados como em Buenos Aires e nem recebi nenhuma cara feia por não falar francês. O segredo foi aprender algumas expressões educadas: "bonjur", "bonsuá", "merci", "sivuplé", "orrevuá", "jê suí brasilian", "an, dê, truá" e, em especial, "jê nê parle francé. Parle vú anglé?"
Pronto.
Qualquer bom guia traz uma relação de pratos e bebidas na língua local, com uma idéia de pronúncia. Se você não tem problemas com línguas estrangeiras, não vai morrer de fome e ainda pode ganhar alguns sorrisos, além de uma resposta bem educada em inglês.

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Fomos a um mercado, compramos flores (nada como estar na Europa na Primavera!), tomamos um café, tomamos um sorvete e acabamos de novo na beira do rio:

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Passamos pela Livraria Shakespeare & Co., que foi frequentada por caras tipo o Ernest Hemingway e aparece no filme "Antes do Pôr do Sol":

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Uma curiosidade: a livraria tem camas espalhadas no seu interior. Isso porque a sua criadora sempre acolheu por ali jovens escritores, a quem emprestava seus livros para que servissem como fonte de inspiração.

Loja de vinhos, hotel, banho, descansinho e, de noite, bora pra Torre:

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Programa S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!
Paris também é uma cidade de estudantes. À noite, encontramos hordas deles reunidas nos campos ao redor da Torre, com seus violões e cestas de pique-nique, como se estivéssemos num grande "lual" parisiense. É também uma cidade de amores. Casais apaixonados com as suas garrafas de vinho, suas flores, a lua, a música tocada e cantada por todos os lados e ao fundo, de hora em hora, a Torre dourada de luzes, piscando sem parar, como se quisesse participar daquela festa toda lá embaixo.

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PS: Se cada cidade tivesse uma cor, a de Paris seria o dourado. De dia ou de noite, Paris é dourada. Nas cúpulas, nas fachadas, nas pontes, nas luzes, Paris é dourada.

Publicado por wbelisario 20:52 Arquivado em França Tagged paris Comentários (0)

Paris

Terceiro dia (quarta-feira, 06.05.09)

Esse seria um dia menos intenso que os anteriores.
Passados os dois primeiros dias de Paris, passava também a vontade louca de conhecer tudo-ao-mesmo-tempo-agora. A idéia era ficarmos juntos...

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... flanarmos um pouco nas margens do Sena...

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... comermos uma coisa por ali mesmo, darmos uma olhada no que interessasse e, munidos do nosso guia, escolhermos juntos como encher o tempo...

Assim, passamos pela Île Saint Louis e chegamos à Catedral de Notre Dame, numa praça sempre movimentada e cheia de visitantes, bem no meio da Île de la Cité:

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A igreja guarda a coroa de espinhos do Cristo, tem belos vitrais, mas não tem nenhum corcunda tocando sinos :/
Numa das laterais vimos uma fila um tanto longa, mas que andava com alguma rapidez. Era o caminho da torre, que me tinha sido indicada como uma das mais belas vistas de Paris.
Então, eis a vista, cuidada pelo olhar atento de uma das muitas quimeras (sim, essas não são as gárgulas!) que parecem ter se apossado, orgulhosas, do alto do prédio:

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De lá, bem pertinho, chegamos ao Louvre, que pode muito bem tomar dois ou três dias dos visitantes mais apaixonados, mas não nos custou mais do que umas duas horas, como havíamos planejado.

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O museu é realmente imenso, mas dá pra se programar com um roteirinho básico pelo que mais te agrade. No nosso caso, não queríamos muito mais do que conhecer a Monalisa, sempre cheia de japas enlouquecidos com as suas câmeras... e alguns brasileiros também ;)

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... a Vitória de Samotrácia...

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... e o que mais estivesse entre elas...

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... como a Venus de Milo, o Código de Hamurabbi (impressão minha, ou é mesmo um pedregulho arranhado?), "A Liberdade Guiando o Povo", diretamente dos livros de história e da capa do CD do Coldplay...

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... e, pra terminar, a pirâmide invertida...

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... onde, infelizmente, não encontramos o Código da Vinci :(

Publicado por wbelisario 20:48 Arquivado em França Tagged paris Comentários (0)

Paris

Segundo dia (terça-feira, 05.05.09)

No nosso segundo dia, quis fazer uma surpresa para a Sarah. Acordamos cedo, pegamos o metrô e descemos da estação Rue du Bac. Nosso destino? A capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa:

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Para o site do Santuário, clique aqui

Aqui, em 1830, Nossa Senhora apareceu à Santa Catarina de Labouré: "Em 27 de novembro de 1830, às 17:30 horas, durante a oração, Catarina vê no lugar do atual altar da Virgem do globo, como dois quadros vivos, que passam em seqüência. No primeiro, a Santíssima Virgem permanece de pé sobre um meio-globo terrestre, tendo em suas mãos um pequeno globo dourado. Seus pés esmagam uma serpente. No segundo, saem de suas mãos abertas raios de um brilho resplandecente. Catarina ouve ao mesmo tempo uma voz que lhe diz: 'Estes raios são o símbolo das graças que Maria alcança para os homens'. Depois, um oval se forma ao redor da aparição e Catarina vê inscrever-se, em meio-círculo, esta invocação, até então desconhecida: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós', escrita em letras de ouro. Em seguida, a medalha se volta de novo e Catarina vê o reverso: uma cruz encimada pela inicial de Maria, em baixo, dois corações, um, coroado de espinhos, outro, transpassado por uma lança. Catarina ouve então estas palavras : 'Fazei, fazei cunhar uma medalha segundo este modelo. As pessoas que a usarem com confiança, receberão grandes graças'.

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Fizemos as nossas orações, participamos de um pedacinho da missa, tiramos as nossas fotos, compramos algumas lembrancinhas, nos encantamos com as freirinhas de bochechas rosadas e partimos.
Metrô, almoço e Museu D'Orsay:

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Bom... no capítulo museus, tudo vai depender do seu gosto e disposição. Nós gostamos de visitá-los, mas sem exageros. Há sempre um ou dois que guardam aquelas obras que sempre vimos nos livros e cartões postais. O D'Orsay é um desses museus que devem ser visitados em Paris. Primeiro pelo prédio, lindo, uma antiga estação de trem desativada e reformada, com um relógio imenso que é quase um símbolo da cidade.

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Depois pela possibilidade de em pouco tempo caminhar entre tantos nomes que sempre ouvimos falar. Cézanne, Degas, Delacroix, Gaudí, Gauguin, van Gogh, Gustav Klimt, Manet, Matisse, Mondrian, Claude Monet, Renoir, Auguste Rodin, Toulouse-Lautrec e Camille Claudel... todos estão lá, como num livro de história... de história não: como num grande livro de arte, disposto a te apresentar toda essa galera, te dar uma impressão bem bacana da arte e da vida na Europa num tempo bem diferente do nosso.

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E o mais legal talvez nem esteja pendurado nas paredes. Acho que o grande barato é reparar na frequência dos museus europeus. É muito diferente da nossa. As filas estão sempre lotadas de adolescentes, jovens mochileiros e crianças, educadas e pouco barulhentas, não raro munidas de um caderninho e uma caneta para anotarem as suas impressões e talvez colherem um pouco do que normalmente se pode ler ao lado de cada obra.
Confesso que bem pela metade do caminho já estávamos bem de museu.
Café e caminho da roça, parando apenas de quando em quando pra uma olhada em alguma coisa que nos parecesse familiar ou que nos encantasse como uma bela surpresa.

Saindo de lá, cruzamos o Sena, atravessamos o Jardim das Tulherias e chegamos à Place de la Concorde:

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"A história da bela Place de La Concorde é muito menos pacífica do que seu nome sugere. Entre 1793 e 1795, cerca de 1.300 pessoas morreram ali sob a guilhotina da Revolução Francesa, entre eles, Luís XVI, Maria Antonieta, Danton e Robespierre. Somente em 1795, com o fim do 'Terror', a praça foi rebatizada com o seu nome atual: Praça da Concórdia. Hoje em dia, o marco central da praça é um obelisco com a ponta de ouro do Templo de Ramsés, em Luxor, doado pelo vice-rei do Egito em 1829."... É, mas, na verdade, na verdade, o que as pessoas querem mesmo ver é a fonte que aparece n'O Diabo Veste Prada, onde, aliás, um casal de japas tirava fotos pro seu álbum de casamento.

Mais uma caminhadinha... Igreja de la Madeleine, Galerias Lafayette, Opera Garnier...

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E, no início da noite, metrô pra Montmatre, onde visitamos a Sacré-Coeur...

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... jantamos numa casa de fondue, passamos pela região barra-pesada-mas-nem-tanto de Pigalle e chegamos ao Moulin Rouge, onde não encontramos a Satine e nem ouvimos ninguém cantando Your Song.

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Lua de mel... chegando em Paris

Primeiro dia (segunda-feira, 04.05.2009)

Essa era a nossa viagem de lua-de-mel!
Havíamos nos conhecido em 1997, na Faculdade de Direito da UFF. De melhores amigos a um grande amor, a vida nos surpreendeu. Mas foi, ao mesmo tempo, generosa e doce. Namoro, noivado e casamento: dez anos nos uniram por todo esse caminho. Cuidamos juntos de todos os preparativos, mas a viagem de lua-de-mel, embora carinhosamente abraçada pela Sarah, saiu quase que inteirinha da minha cabeça.
Aqui, vale dizer que eu sempre fui um apaixonado por viagens. Ainda moleque, planejava conhecer o mundo. Montava roteiros e estudava destinos. Na era pré-internet, escrevia para os consulados e recebia um sem número de prospectos e livretos sobre os seus países. Recortava as fotografias e guardava numa caixa no alto do guarda-roupas. Um dia comprei um caderninho onde ia encaixando as cidades que eu queria conhecer, uma após a outra, numa espécie de grand tour. Deslocamentos, distâncias, dias gastos: tudo era pensado e anotado. Até que resolvi checar a duração que o meu roteiro ideal me tomaria... parei de contar quando cheguei em um ano e meio. Botei o caderninho na mesma caixa das fotos e deixei tudo guardado - mais que no alto do guarda-roupas, no coração - para o momento em que eu tivesse o meu próprio dinheiro para começar a tornar tudo aquilo realidade.
Agora seria a hora certa pra isso.
Obviamente, seria uma lua-de-mel. Algum conforto seria essencial. E com uma boa pesquisa pela internet, acabei conseguindo mesclar algumas estadias bem bacanas pra compensar o longo tempo rodando longe de casa, por um preço que não representasse a falência do jovem casal ;)
Assim foi que, devidamente casados, partimos rumo a Paris.
Casamos num sábado, fizemos a nossa festa, durmimos num bom hotel ainda em Niterói e embarcamos num vôo da Air France na tarde do domingo.
Chegamos em Paris num horário ótimo, início da manhã de lá.
Buscamos as informações necessárias sobre o transporte urbano ainda no Aeroporto Charles de Gaulle, compramos os passes de metrô que melhor atendiam às nossas necessidades, embarcamos numa estação dentro do aeroporto e descemos na esquina do Hotel Ibis Paris Tour Eiffel Cambronne, onde ficaríamos (2, rue Cambronne, em frente à estação Cambronne do metrô, a duas ou três paradas da estação Champ de Mars / Tour Eiffel) - Para o site do Ibis Cambronne, clique aqui.
Conseguimos fazer um early check-in sem nenhum acréscimo, deixamos a bagagem no quarto e partimos para uma primeira exploração da cidade, de câmera nas mãos e sorrisos nos lábios.
O hotel fica super bem localizado e alguns minutos depois, eis que surgia ela: imensa, imponente e completamente dona da casa, a Torre Eiffel parecia ter vindo nos receber na porta, meio que nos abraçando com toda aquela grandiosidade, ali, em frente ao Campo de Marte. Sempre ouvi dizer que a sua melhor visão é a que se tem de Trocadéro. Não pra mim. Talvez pela surpresa com que ela nos pegou ali, quando nem sabíamos direito onde estávamos, a melhor visão vai ser sempre esta, a primeira:

large_DSC02492.jpg.

Mais adiante um pouco e logo estávamos em frente aos Inválidos, com a sua cúpula dourada dominando aquele pedaço da cidade. Por uma razão qualquer, os interiores estavam fechados - OK: ver a tumba de Napoleão ou de quem quer que fosse no primeiro dia da lua-de-mel não era exatamente o que havíamos programado.
Cruzamos o pátio, paramos para um descanso e algumas fotos...

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... e chegamos à Ponte Alexandre III, sobre o rio Sena:

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Um pouco mais adiante, a Avenida Champs Elysées, com o Arco do Triunfo ao final...

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... que fez valer a subida pelo belo visual que oferece. Nessa foto, a vista da Torre de La Defense:

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Ao final, retornamos ao hotel, passando mais uma vez pela Torre Eiffel, vista por baixo nessa foto:

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Publicado por wbelisario 20:29 Arquivado em França Tagged paris champs_élysées ibis aeroporto lua_de_mel torre_eiffel les-invalides inválidos arco_do_triunfo tour_de_la_defense la_defense ibis_cambronne cambronne charles_de_gaulle Comentários (0)

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