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Paris

Segundo dia (terça-feira, 05.05.09)

No nosso segundo dia, quis fazer uma surpresa para a Sarah. Acordamos cedo, pegamos o metrô e descemos da estação Rue du Bac. Nosso destino? A capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa:

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Para o site do Santuário, clique aqui

Aqui, em 1830, Nossa Senhora apareceu à Santa Catarina de Labouré: "Em 27 de novembro de 1830, às 17:30 horas, durante a oração, Catarina vê no lugar do atual altar da Virgem do globo, como dois quadros vivos, que passam em seqüência. No primeiro, a Santíssima Virgem permanece de pé sobre um meio-globo terrestre, tendo em suas mãos um pequeno globo dourado. Seus pés esmagam uma serpente. No segundo, saem de suas mãos abertas raios de um brilho resplandecente. Catarina ouve ao mesmo tempo uma voz que lhe diz: 'Estes raios são o símbolo das graças que Maria alcança para os homens'. Depois, um oval se forma ao redor da aparição e Catarina vê inscrever-se, em meio-círculo, esta invocação, até então desconhecida: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós', escrita em letras de ouro. Em seguida, a medalha se volta de novo e Catarina vê o reverso: uma cruz encimada pela inicial de Maria, em baixo, dois corações, um, coroado de espinhos, outro, transpassado por uma lança. Catarina ouve então estas palavras : 'Fazei, fazei cunhar uma medalha segundo este modelo. As pessoas que a usarem com confiança, receberão grandes graças'.

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Fizemos as nossas orações, participamos de um pedacinho da missa, tiramos as nossas fotos, compramos algumas lembrancinhas, nos encantamos com as freirinhas de bochechas rosadas e partimos.
Metrô, almoço e Museu D'Orsay:

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Bom... no capítulo museus, tudo vai depender do seu gosto e disposição. Nós gostamos de visitá-los, mas sem exageros. Há sempre um ou dois que guardam aquelas obras que sempre vimos nos livros e cartões postais. O D'Orsay é um desses museus que devem ser visitados em Paris. Primeiro pelo prédio, lindo, uma antiga estação de trem desativada e reformada, com um relógio imenso que é quase um símbolo da cidade.

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Depois pela possibilidade de em pouco tempo caminhar entre tantos nomes que sempre ouvimos falar. Cézanne, Degas, Delacroix, Gaudí, Gauguin, van Gogh, Gustav Klimt, Manet, Matisse, Mondrian, Claude Monet, Renoir, Auguste Rodin, Toulouse-Lautrec e Camille Claudel... todos estão lá, como num livro de história... de história não: como num grande livro de arte, disposto a te apresentar toda essa galera, te dar uma impressão bem bacana da arte e da vida na Europa num tempo bem diferente do nosso.

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E o mais legal talvez nem esteja pendurado nas paredes. Acho que o grande barato é reparar na frequência dos museus europeus. É muito diferente da nossa. As filas estão sempre lotadas de adolescentes, jovens mochileiros e crianças, educadas e pouco barulhentas, não raro munidas de um caderninho e uma caneta para anotarem as suas impressões e talvez colherem um pouco do que normalmente se pode ler ao lado de cada obra.
Confesso que bem pela metade do caminho já estávamos bem de museu.
Café e caminho da roça, parando apenas de quando em quando pra uma olhada em alguma coisa que nos parecesse familiar ou que nos encantasse como uma bela surpresa.

Saindo de lá, cruzamos o Sena, atravessamos o Jardim das Tulherias e chegamos à Place de la Concorde:

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"A história da bela Place de La Concorde é muito menos pacífica do que seu nome sugere. Entre 1793 e 1795, cerca de 1.300 pessoas morreram ali sob a guilhotina da Revolução Francesa, entre eles, Luís XVI, Maria Antonieta, Danton e Robespierre. Somente em 1795, com o fim do 'Terror', a praça foi rebatizada com o seu nome atual: Praça da Concórdia. Hoje em dia, o marco central da praça é um obelisco com a ponta de ouro do Templo de Ramsés, em Luxor, doado pelo vice-rei do Egito em 1829."... É, mas, na verdade, na verdade, o que as pessoas querem mesmo ver é a fonte que aparece n'O Diabo Veste Prada, onde, aliás, um casal de japas tirava fotos pro seu álbum de casamento.

Mais uma caminhadinha... Igreja de la Madeleine, Galerias Lafayette, Opera Garnier...

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E, no início da noite, metrô pra Montmatre, onde visitamos a Sacré-Coeur...

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... jantamos numa casa de fondue, passamos pela região barra-pesada-mas-nem-tanto de Pigalle e chegamos ao Moulin Rouge, onde não encontramos a Satine e nem ouvimos ninguém cantando Your Song.

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Publicado por wbelisario 20:47 Arquivado em França Tagged paris

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