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Viena

Décimo terceiro dia (16.05.09, sábado)

Hoje, escolhemos passar a manhã no Palácio de Schönbrunn...

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O palácio e seus jardins são reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Aqui morou Dona Leopoldina, até a data do seu casamento com o nosso D. Pedro I. A residência também acolheu Napoleão enquanto os franceses ocuparam Viena no início do século 19 e chegou a abrigar 1500 moradores na corte de Maria Teresa.

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Aqui também foi onde Mozart se apresentou para Maria Teresa e a nobreza, aos seis anos de idade. Encerrado o concerto, todos encantados, o menino pulou no colo da imperatriz e deu-lhe um beijo no rosto. A história correu o mundo, o músico fez fama e acabou se tornando mais um rosto onipresente não apenas no palácio como em toda a Áustria, até os dias de hoje.
O lugar, atualmente, é mais conhecido como o palácio da Sissi, a imperatriz que casou-se por amor num tempo em que isso era quase impossível e que está para a Áustria como Maria Antonieta está para a França. As duas se tornaram verdadeiros ícones pops em seus países e Sissi (Elizabeth), também está retratada em todo tipo de souvenir.
A memória mais viva da imperatriz talvez se deva à trilogia dos filmes de Hollywood (“Sissi”, “Sissi, a imperatriz” e “Sissi e seu destino”). E o sucesso dos filmes talvez esteja associado às semelhanças entre personagem e atriz: ambas, belíssimas, viveram histórias de profunda depressão após a morte trágica de seus filhos. O de Sissi suicidou-se aos 31 anos e o de Romy, ao pular o portão de uma casa de férias, foi perfurado pelas grades e morreu com 14 anos.
Sobre Sissi, há quem fale ainda em anorexia e extrema infelicidade no casamento, além de um imenso carisma junto aos seus súditos e o envolvimento em causas humanitárias, trazendo a inevitável comparação com a princesa Diana.
O palácio vale a visita e tem mais cara de casa do que Versailles. Aqui se identificam, mais claramente, traços de um lar, onde de fato viveu uma família. Os quartos têm mais cara de quartos, as salas de jantar têm mais cara de salas de jantar e até os banheiros, de fato, parecem banheiros. Isso sem falar no tamanho do palácio, muito menor do que o "primo" francês, permitindo uma visita menos cansativa e nem por isso menos interessante. Os jardins são lindos e contam com um zoológico (o mais antigo da Europa?), um labirinto, a fonte que dá nome a Schönbrunn (bela fonte) e, bem atrás, num nível mais elevado do terreno, a Gloriette, em frente ao espelho d’água...

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... de onde se tem uma bela vista não apenas do palácio, como de toda a cidade:

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Encerrada a visita, almocinho romântico no restaurante do palácio mesmo...

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A tarde foi dedicada a um passeião meio geral pela cidade: Secession Building...

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Ópera...

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a estátua do Mozart no Burggarten...

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Hofburg, o palácio imperial onde nasceu Maria Antonieta e que abriga ainda a Escola Nacional de Equitação, vários museus, a Burgkapelle, onde se apresentam os meninos cantores de Viena e a Biblioteca Nacional Austríaca...

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e, finalmente, o Parlamento:

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À noite, pra encerrar a visita, fomos a um espetáculo numa das salas do Hofburg:

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Obrigado por tudo, Viena. Foi um prazer.

Publicado por wbelisario 12:35

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